Música, livros e desenho, definitivamente são um hiperfoco
- 11 de jun. de 2023
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Aliás ARTE é meu maior hiperfoco. Desde muito pequena me lembro de ter muitos sonhos de ser artista: bailarina, cantora, atriz, desenhista, modelo, âncora de TV, escritora... tudo de arte me atrai, muito. Sobre cantar não lembro exatamente quando nem como aprendi. Tive uma professora de música que tocava acordeon na escola, acho que foi nesses corais que percebi o quanto gostava daquilo. Essa coisa de cantar sempre foi muito interrompida, nunca houve aula formal. Eu entrava num coral ou banda e depois sumia. A verdade é que tenho um bom ouvido e às vezes consigo reproduzir bem o que ouço. Cantar é libertador e se eu pudesse seria uma profissão, bastaria vencer a ansiedade de apresentação que me toma às vezes antes de cantar para um público mesmo pequeno. Faço arte por amor e por desejo de expansão do meu ser. É incrivelmente prazeroso e me dá uma sensação de superpoder. Também amo instrumentos musicais e até tenho alguns, só que devido à minha dificuldade motora fina e à impaciência não evoluí muito neles. Além de que não tolero aprender com aulas, métodos e professores, o que dificulta tudo pra mim mesma e preciso esperar um dia de inspiração para dar micropassos. Enfim, não sou profissional e não tenho técnica nem estudos suficientes para ser uma cantora excelente, mas não me importo, a verdade é que amo cantar e esse hiperfoco me salva demais sempre.

Outro hiperfoco é a literatura. AMO livros! Aprendi a ler aos 4 anos praticamente sozinha e já fui pra escola lendo os livrinhos. Até hoje lembro do meu primeiro livro "A tartaruguinha triste" que ganhei da minha mãe. Inclusive foi ela quem me incentivou à leitura e sempre fazia assinaturas de gibis e me dava livrinhos. Eu leio rápido, mas esqueço rápido também, por isso gosto de reler. E leio tudo! Consequentemente escrevo também. Prefiro os clássicos, mas vou devorar qualquer livro, texto, rótulo, placa, bula que apareça na minha frente. A Bienal do Livro é um dos eventos que mais gosto de ir, e é tanto que nem me importo com multidão e os ruídos, mas claro que depois fico sobrecarregada. Meus rolês em shopping obrigatoriamente incluem uma passada numa livraria. Dentro delas me sinto confortável e segura. Ah, e claro, adoro papelaria, o que me faz às vezes comprar mais itens do que posso usar apenas para ficar olhando para eles. É isso.

Desenho. Outro hiperfoco e mais uma coisa que aprendi sozinha e que não tenho técnica. Desenhar é maravilhoso, mas é algo que não tenho controle algum, simplesmente acontece e depois não sei fazer igual de novo. É sempre uma incrível forma de me expressar livremente. Com o tempo e a falta de prática percebi que já não sou tão boa quanto antes, mas cada hiperfoco meu eu sinto como uma semente de baobá, como se estivesse ali inerte e pudesse explodir com a rega e adubo devidos. É isso.
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