Autista adulto precisa de terapia?
- Liliam Cristina da Cruz Alves

- 19 de jun. de 2023
- 1 min de leitura

Eu adoraria dizer que não, mas precisa sim, e muito!
Imagina passar uma vida inteira sem suporte por diagnóstico tardio ou ainda ter recebido terapias básicas apenas na infância? A segunda pergunta que eu faço é: somos os mesmos a vida inteira? Ou mudamos de acordo com as experiências, traumas e observações?
Pois é! A maioria dos autistas não diagnosticados na infância é N1 (nível 1 de suporte, ou "leve"). A falta de suporte durante muito tempo pode trazer problemas maiores, despertar comorbidades e agravar sintomas desses autistas que seriam mais facilmente tratados se abordados na infância.
Crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) crescem, tornam-se adolescentes, jovens, adultas… E independente de terem tido diagnóstico e intervenção precoce, novos desafios surgem. Como exemplo: necessidades relacionadas à acessibilidade, inclusão social etc… E os que descobrem o autismo tardiamente, na fase adulta, chegam aos profissionais com os sintomas de ansiedade, depressão, etc.
É o meu caso, minha avaliação neuropsicológica demorou tanto porque eu cheguei desnorteada na primeira sessão. Eu estava sob fortes demandas sociais e de trabalho e todos os meus sinais autistas estavam agravados, além disso ansiedade alta e depressão, os dois que trato até hoje. Foi necessário me estabilizar, o que minha Neuropsicóloga fez totalmente fora do escopo inicial, como um suporte voluntário de emergência que eu precisava para conseguir fazer os testes nas sessões seguintes.
Então, sim! Precisamos de terapias! Eu preciso! E acho que se os neurotípicos fizessem mais terapias a nossa vida atípica poderia ser bem mais tranquila...
É isso.
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Fonte: espacoterapeuticoab.com.br
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